
As orelhas proeminentes – comumente chamadas de orelhas em abano – configuram uma alteração congênita do pavilhão auricular com malformação das unidades anatômicas da orelha externa. Ela representa a malformação mais frequente da cabeça e pescoço, e apesar de não existir qualquer alteração funcional do pavilhão auricular e nem prejuízo para a audição, costuma acarretar importantes transtornos psicossociais na infância, como dificuldade de interação social, baixas autoestima e autoconfiança, assim como pode estar associada a uma causa comum de sofrimento psíquico na infância.
Otoplastia é o nome dado à cirurgia para tratamento da orelha em abano, indicada geralmente a partir dos 5 anos de idade.
O tipo de anestesia a ser utilizada tem relação com a idade do paciente, podendo ser anestesia geral (indicada para as crianças) e anestesia local (para adolescentes e adultos). Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia do procedimento, após a recuperação pós anestésica.
No pós-operatório, é comum haver edema (inchaço) e hipersensibilidade nas orelhas.
Os pontos são retirados entre sete a dez dias, tendo o paciente que se utilizar de uma faixa na cabeça cobrindo as orelhas operadas durante 1 mês.
A cicatriz é praticamente imperceptível, porque fica escondida no sulco atrás da orelha, e o resultado costuma ser bastante satisfatório ao paciente.

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